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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Sou quarentona e depois...

"É verdade que já nada é como era, a começar pelo raio da bexiga que tenho que esvaziar a cada madrugada como um relógio suíço. Um glamour.
Tenho pés de galinha sempre que rio, umas mãos secas como lixa que os 40 não perdoam, um duplo queixo que dá conta de mim, e mais umas quantas mazelas que não divulgo, para não dar o ouro todo ao bandido.
Começo a usar cremes para pele madura, ando com os olhos preocupantemente em cima do computador, os meus pés já não aguentam saltos altos muito tempo, e morri para a noite.
Ao tocar as doze badaladas, transformo-me numa abóbora e já pouco podem fazer comigo naquele estado calamitoso a roçar o vegetativo.
Ainda assim, olho-me ao espelho e gosto mais do que vejo do que há vinte anos atrás.
Os meus filhos dizem que sou velha, mas gira, e isso também me dá um certo alento, já que não se pode pedir muito de dois adolescentes.
Parece que um deles tem um amiguinho que acha que tenho vinte anos, mas julgo que seja um projecto de homem parecido com o que tenho em casa, que aprecia mulheres maduras.
A minha filha diz que a mãe tem 50 anos e dou comigo a pensar que quando a minha mãe tinha 30, apesar de a achar lindíssima, também a achava velhíssima.
Para a minha filha, contudo, sou já pré-histórica porque nasci, literalmente, no século passado.
E porque sou mãe dela, diga-se.
Mas não julguem que isto me deprime. Ainda não. Não cheguei à fase em que ter feito 40 anos foi uma machadada no orgulho, como numa festa de aniversário a que fui, de uma amiga da minha mãe que fazia quarenta, e que passou a efeméride a chorar de desgosto.
Eu passei os meus quarenta a dançar "anos 80" e a achar-me a última coca-cola do deserto.
Agora, com esta idade uso jeans push up que operam milagres quando estou emocionalmente frágil, e tenho dias em que me acho mesmo gira, frase que nunca assumiria publicamente quando isso estava mais próximo da verdade.
E nas manhãs em que me acho asquerosa, também não deprimo, porque a idade já me ensinou a não me deixar consumir com o que não posso mudar.
E depois há o batom vermelho, que salva o dia e a cara de bufinha amarela.
No fundo, a magia de ser quarentona é apenas esta: aprendemos a gerir o que temos e o que já perdemos, e com um bocadinho de sorte e de jeito, conseguimos (só às vezes) ficar ainda melhor que há vinte anos."

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Eu e o Sol

A recarregar energias...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sou MULHER e adoro

... e porque hoje (nem todos os dias estamos com o nosso EGO tão para cima) me sinto realmente uma verdadeira MULHER, aqui ficam algumas frases:


Simplesmente porque sou EU - UMA MULHER

Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida,
é lutar por causas perdidas e sempre sair vencedora,
é estar antes do ontem e depois do amanhã,
é desconhecer a palavra recompensa apesar dos seus actos.

Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas,
é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.

Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza,
é cancelar sonhos em prol de terceiros,
é acreditar quando ninguém mais acredita,
é esperar quando ninguém mais espera.

Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa,
é ser enganada e sempre dar mais uma chance,
é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.

Ser mulher é estar em mil lugares de uma só vez,
é fazer mil papéis ao mesmo tempo,
é ser forte e fingir que é frágil p'ra ter um carinho.

Ser mulher é se perder em palavras e depois perceber que se encontrou nelas,
é distribuir emoções que nem sempre são captadas.

Ser mulher é comprar, emprestar, alugar,
vender sentimentos, mas jamais dever,
é construir castelos na areia,
vê-los desmoronados pelas águas e ainda assim amá-las.

Ser mulher é saber dar o perdão, é tentar recuperar o irrecuperável,
é entender o que ninguém mais conseguiu desvendar.

Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu,
é doar o que ainda não foi solicitado.

Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor,
é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.

Ser mulher é ter a arrogância de viver apesar dos dissabores,
das desilusões, das traições e das decepções.

Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos de outros e ama-los igualmente.

Ser mulher é ter confiança no amanhã e aceitação pelo ontem,
é desbravar caminhos difíceis em instantes inoportunos
e fincar a bandeira da conquista.

Ser mulher é entender as fases da lua por ter suas próprias fases.
É ser "nova" quando o coração está a espera do amor,
ser "crescente" quando o coração está se enchendo de amor,
ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor
e minguante quando esse amor vai embora.

Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento do perdão,
é voltar no tempo todos os dias e viver por poucos instantes
coisas que nunca ficaram esquecidas.

Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar
as suas próprias feridas sangrando.

Ser mulher é ser princesa aos 20,
rainha aos 30,
imperatriz aos 40 e especial a vida toda.

Ser mulher é conseguir encontrar uma flor no deserto,
água na seca e labaredas no mar.

Ser mulher é chorar calada as dores do mundo e em
apenas um segundo já estar sorrindo.

Ser mulher é subir degraus e se os tiver que
descer não precisar de ajuda, é tropeçar, cair e voltar a andar.

Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce
e virar cinderela quando a noite chega.

Ser mulher é ter sido escolhida por Deus para colocar no mundo os homens.

Ser mulher é acima de tudo um estado de espírito,
é uma dádiva, é ter dentro de si um tesouro escondido
e ainda assim dividi-lo com o mundo!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Eu

Como tive o dia todo de quarentena (e devo ficar mais alguns dias), tive a fazer vários videos com fotos, e lembrei-me de colocar este, pois muitos amiguinhos pensam que ando sempre mascarada e não me conhecem sem o estar (em algumas fotografias também estou "bué" pintada e não costumo andar assim na obra).
Esta é a "Je"