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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Até sempre Avó

Porque a vida não são só alegrias, partilho convosco esta oração que me consola nos momentos que estou mais triste e com saudades da minha querida Avó, faz hoje uma semana que "partiu"...
 
Que a oração "Não chores por mim", composta por Santo Agostinho, nos inspire e fortaleça e todos nós que perdemos uma pessoa querida, um amigo ou um familiar.
 
Se me amam filhas, genro, netos, netas, bisnetos, bisnetas, restante família e amigos, não chorem por mim.
Se conhecessem o mistério insondável do céu onde me encontro;
Se pudessem ver e sentir o que eu sinto e vejo nesses horizontes sem fim e nesta luz que tudo alcança e penetra, jamais chorariam por mim.
Eu estou agora absorvida pelo encanto de Deus, pelas suas expressões de infinita beleza.
Em confronto com esta nova vida, as coisas do passado são pequenas e insignificantes.
Conservo todo o meu afeto por vós, com aquela ternura que sempre nos devotamos.
O amor que vos dediquei permanecerá na eternidade, íntegra e forte.
Pensem em mim em plena ALEGRIA DA VIDA, lembrem-me como a vossa BONECA ARTICULADA, pois nesta maravilhosa morada não existe a morte.
Se verdadeiramente me amam, não chorem por mim.
Eu estou em paz.

Que Deus te guarde no Céu, como todos nós te guardamos no Coração.

Este é o poema da nossa Laurindinha.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Boneca Laurindinha

Hoje a Boneca Rosinha foi visitar a Boneca Lauridinha (a minha querida Avó).

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Poema da Boneca Articulada

Este poema tem muito anos, foi a minha avó que o declamou quando tinha apenas 10 anos no Teatro de Carnide (Sociedade Dramática de Carnide), todos os anos pedimos que o repita para as filhas, netas e bisnetos. Veste-se de Boneca e faz os movimentos...

As melhoras avózinha.

Sou BONECA ARTICULADA
que dou honra ao construtor.
perfeita e bem acabada
até meu corpo tem calor

Tenho corda para falar
para gestos e movimentos
enquanto a corda me durar
mostrarei meus merecimentos

Sei contar de um até cem
diminuir e também somar
porém corda ainda não tenho
para contas de multiplicar

Sei dizer o ABC
soletrar o Bê à Bá
de progresso o que se vê
sei dizer mamã e papá

No palco sou um portento
na valsa ninguém me iguala
todos dizem que talento
quer no campo quer na sala

Para namorar corda tenho
quando vejo algum pimpolho
a mirar-me com empenho
fito o céu e pisco o olho

Mais diria se pudesse
mas tenho que me calar
meu corpo todo estremece
tenho a corda a terminar