10 de março de 2016

Tomada de Posse do XX Presidente da República

Em 1o lugar BOM DIA;
Em 2o lugar (ainda estou anestesiada com tanta alegria que o meu glorioso me tem dado esta semana);
Em 3o lugar não posso deixar passar mais tempo sem opinar sobre o dia de ontem :

A TOMADA DE POSSE DO PROFESSOR MARCELO
XX PRESIDENTE DA REPÚBLICA
 
Quem me conhece sabe que ligo muito pouco à política e à maior parte dos políticos, contam-se pelos dedos os que admiro.
Mas pela primeira vez gosto de um Presidente da República e acredito que o Professor Marcelo vai marcar a diferença, uma pessoa afável e muito sensível, que une o povo com fé, carinho e amor, mantendo o seu sentimento cristão e espiritual e que nos fará caminhar para um Portugal renovado no seu aspeto moral e ético.
 Um grande discurso magistralmente redigido, no qual os primeiros parágrafos são sentimentos comuns a tantos e cada um de nós:
“Aqui nasci, aqui aprendi com meus pais a falar a língua que nos une e une a centenas de milhões por todo o mundo.
Aqui eduquei os meus filhos e espero ver crescer os meus netos.
Aqui se criaram e sempre viverão comigo aqueles sentimentos que não sabemos definir, mas que nos ligam a todos os Portugueses. Amor à terra, saudade, doçura no falar, comunhão no vibrar, generosidade na inclusão, crença em milagres de Ourique, heroísmo nos instantes decisivos”
 
Até os seus gostos musicais são parecidos com os meus!
Bonito concerto na sua tomada de posse, com pessoas que admiro muito desde o apresentador Júlio Magalhães, aos artistas convidados, Mariza, Paulo de Carvalho, José Cid, Diogo Piçarra, Pedro Abrunhosa e Anselmo Ralph.
Foi realmente um dia que ficará para a história pela diferença em tudo.
Adorei que os convidados especiais fossem crianças!!!
Adorei ver o nosso presidente com boina e uma mantinha nas pernas para enfrentar o frio da noite.
 
Do discurso do professor Marcelo Rebelo de Sousa, destaco as seguintes frases:
"O valor do respeito da dignidade da pessoa humana, antes do mais.
De pessoas de carne e osso. Que têm direito a serem livres, mas que têm igual direito a uma sociedade em que não haja, de modo dramaticamente persistente, dois milhões de pobres, mais de meio milhão em risco de pobreza, e, ainda, chocantes diferenças entre grupos, regiões e classes sociais.
Nunca perdendo a Fé em Portugal e na nossa secular capacidade para vencer as crises.
Nunca descrendo da Democracia.
Nunca deixando morrer a esperança.
Um Presidente que não é nem a favor nem contra ninguém. Assim será politicamente, do princípio ao fim do seu mandato.
Mas, socialmente, a favor do jovem que quer exercitar as suas qualificações e, debalde, procura emprego.
Da mulher que espera ver mais reconhecido o seu papel num mundo ainda tão desigual.
Do pensionista ou reformado que sonhou, há trinta ou quarenta anos, com um 25 de Abril que não corresponde ao seu atual horizonte de vida.
Do cientista à procura de incentivos sempre adiados.
Do agricultor, do comerciante, do industrial, que, dia a dia, sobrevive ao mundo de obstáculos que o rodeiam.
Do trabalhador por conta de outrem ou independente, que paga os impostos que vão sustentando muito dos sistemas que legitimamente protegem os que mais sofrem no nosso Estado Social"
 
Também do discurso do professor, um texto de Miguel Torga:
"O difícil para cada português não é sê-lo; é compreender-se. Nunca soubemos olhar-nos a frio no espelho da vida. A paixão tolda-nos a vista. Daí a espécie de obscura inocência com que atuamos na História. A poder e a valer, nem sempre temos consciência do que podemos e valemos. Hipertrofiamos provincianamente as capacidades alheias e minimizamos maceradamente as nossas, sem nos lembrarmos sequer que uma criatura só não presta quando deixou de ser inquieta. E nós somos a própria inquietação encarnada. Foi ela que nos fez transpor todos os limites espaciais e conhecer todas as longitudes humanas…
Não somos um povo morto, nem sequer esgotado"
 
E de uma pessoa que admiro muito (Pedro Abrunhosa) destaco duas frases:
"Vai ser a luz que se vai abater sobre um país que teve uma Presidência da República de sombra".
"Um momento de festa por um Presidente que entra e um grande momento de festa por um Presidente que sai".

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